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Créditos: Divulgação / Família Schurmann

A Família Schurmann está de volta a Itajaí. Após passar quatro meses nas Ilhas Falklands/Malvinas e Georgia do Sul, o veleiro Kat atracou na Marina Itajaí, no litoral de Santa Catarina, no dia 13 de maio. Os velejadores permanecem em isolamento social na marina e ainda não há previsão para uma nova viagem.  

“É muito bom estar de volta, em poder me comunicar por vídeo com meus filhos, netos, parentes e amigos. Mas o isolamento permanece e é necessário. Agora, estamos todos no Brasil, seguindo as medidas de distanciamento, com a certeza de que esta tempestade vai passar. Ela é mais dura e cruel com muitos, infelizmente. Mas vai passar. Até lá, que a gente faça a nossa parte, dentro do que é possível e nos compete”, disse Vilfredo assim que chegou ao Brasil. 

Além de grandes e renomados velejadores como a Família Schurmann, a Marina Itajaí possui atualmente cerca de 200 barcos atracados, sendo cinco internacionais. O período de quarentena também motivou vários navegadores a realizarem o distanciamento a bordo, sem contar as famílias que moram em suas embarcações. 

“Com o isolamento social, as famílias ficaram mais conectadas às embarcações. Antes, os barcos eram mais utilizados para lazer, esportes e encontros com amigos em férias, feriados ou finais de semana. Agora, essa percepção tem mudado e muitas pessoas fizeram dos barcos a extensão de suas casas”, analisa o diretor da Marina Itajaí, Carlos Oliveira.  

Quarentena a bordo 
O veleiro Kat partiu de Itajaí em janeiro de 2020 rumo ao extremo sul da América. A bordo estavam Vilfredo, o filho Wilhelm Schurmann e a nora Erika Cembe-Ternex. A previsão era retornar ao Brasil em meados de março, mas com a pandemia, os velejadores precisaram estender a viagem e se adaptar à nova realidade.  

“Ficar isolado a bordo fez do mar o local mais seguro naquele momento. Foram raríssimos o contato – mesmo que apenas visual e a distância – com outras pessoas. Lá, nossos companheiros eram pinguins, focas, albatrozes, golfinhos e outros animais”, lembra Vilfredo.  

A volta para casa começou em 4 de maio e, após nove dias e meio velejando com bom tempo, a Família Schurmann atracou na Marina Itajaí, a casa do veleiro Kat, onde permanece em isolamento social. O capitão Vilfredo segue escrevendo o livro inspirado na Expedição U-513 – Em Busca do Lobo Solitário. Já Heloisa e o filho David estão há mais de 60 dias isolados em São Paulo. A família também planeja a próxima expedição Voz dos Oceanos, que tem o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como parceiro global, com a intenção de conscientizar a população sobre a necessidade de despoluir os oceanos.